segunda-feira, 6 de abril de 2009

A Questão do Mito na Prática da Quimbanda:

O Mito sempre foi uma forma de alto-inaltecer da Humanidade, seja por seus Heróis, ou mesmo seus vilões, pois na criação do mito a força própria de cada um é o que interessa para que os homens, em sua ignorancia pudessem se colocar em igualdade com a Força Maior, a do Criador...
Portanto, a Quimbanda se utiliza de mitos para se fazer valer, mitos como o do "malandro", a "moça de vida fácil", o " feiticeiro", ou de qualquer um que possa se valer de um dom especial para conquistar os seus objetivos de forma simples, sem se preucupar em julgar se tais podem prejudicar este ao aquele semelhante. Pode isso ser provir de Deus?
Exemplo que podemos citar é de onde afinal surgiram os chamados "Exus". Uma de suas Lendas ( a Lenda, cabe esclarecer, é posterior ao sentido do Mito, a história original, até então, é transformada em um conto mais simplista, a Lenda em si.) nos remete ao Cisma de Irshu, ocorrido a 5.200 a.C. na Índia pré-vedantica. Irshu príncipe rebelde, filho do Imperador Ugra, não se conformando em ceder o trono ao seu irmão mais velho Tarak'ia, resolve confundiar o Culto Natural, criando um culto próprio, para arregimentar seguidores que iniciam uma revolta armada contra o Imperador. Distinguim-se daí a criação de duas escolas esotéricas: A Dórica ( A escola do Sol) que pregava que Deus como príncipio masculino da Criação é o mesmo junto a Natureza, o príncipio feminino. E Jônica ( A escola da Lua) que afirmava que Deus e a Natureza são distintos entre si. Irshu tentou simplesmente tumultuar os Príncipios Divinos para favorecer seus objetivos escusos... porém não logrou êxito e foi expulso, juntamente com seus seguidores, do território indiano. Irshu vira Rei mas de um povo nomâde, e acabam por se estabelecer na Ásia Menor, Arábia e Egito, sendo que seus objetivos continuam sendo os mesmos: subverter as Leis Naturais confundindo a população, na intenção de criar um governo próprio de tirania.
Somente por esse mito podemos comparar Irshu e seus seguidores com os "Exus", a rebeldia contra as Leis Naturais, o egoísmo em querer fazer valer sua vontade custe o que custar, o fato de serem expulsos ou colocados a margem da sociedade, terem a Lua ou a noite por símbolos, visto que tanto o Culto de Irshu quanto o da Quimbanda são realizados no período noturno, para confundir os incautos e tornar seus objetivos mais escusos ainda.

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